A Metsä Group iniciou a operação a sua nova unidade piloto de lignina em Äänekoski, dedicada à produção do novo produto Metsä LigO™.

A instalação utiliza a lignina extraída do processo industrial da fábrica de bioprodutos e tem uma capacidade nominal de duas toneladas por dia. O projeto foi desenvolvido em parceria com a ANDRITZ, fornecedora de equipamentos, e conta com a colaboração estratégica da Dow.

A lignina, componente natural da madeira responsável por unir as fibras, é tradicionalmente utilizada como bioenergia no setor da pasta. A Metsä Group pretende agora valorizar este subproduto, explorando aplicações onde pode substituir matérias-primas fósseis. Segundo Ismo Nousiainen, CEO da Metsä Fibre, o objetivo é maximizar o aproveitamento da madeira e dos fluxos laterais da produção de pasta, criando maior valor acrescentado.

A unidade piloto permitirá validar o processo produtivo, as propriedades do novo produto e o seu potencial de mercado. Caso os resultados sejam positivos, a empresa avançará para o desenho de uma unidade industrial de maior escala.

A Dow está a trabalhar com a Metsä Group e a ANDRITZ no desenvolvimento de plastificantes biológicos para aplicações em betão e gesso, utilizando lignina modificada proveniente da nova unidade. As três empresas já tinham colaborado num projeto europeu de I&D coordenado pelo VTT, que demonstrou a viabilidade da tecnologia em escala piloto e a capacidade da lignina para substituir químicos fósseis em betão e placas de gesso.

A fábrica de bioprodutos de Äänekoski integra um ecossistema industrial onde são produzidos diversos subprodutos, como óleo de tallo, terebintina, eletricidade, calor, ácido sulfúrico, biogás e metanol, e onde também operam unidades piloto de fibras têxteis Kuura e de embalagens Muoto. Em paralelo, a Metsä concluiu recentemente testes de captura de CO₂ na fábrica de Rauma.