A Vidrala apresentou o seu Relatório Integrado 2025, um documento que faz um balanço detalhado de um exercício marcado por menor procura face aos níveis históricos e por maior pressão competitiva.
Apesar do contexto adverso, o Grupo manteve o foco operacional e acelerou investimentos estratégicos destinados a reforçar a eficiência, a competitividade e a sustentabilidade a longo prazo.
Num ambiente desafiante, a diversificação de clientes, setores e mercados ajudou a sustentar os volumes. Paralelamente, os investimentos em modernização, eficiência e serviço reforçaram a estabilidade operacional e prepararam o Grupo para o próximo ciclo económico. Durante o ano, a empresa avançou ainda para um perfil comercial mais alinhado com as prioridades dos clientes e consolidou a sua base industrial.
Raúl Gómez, CEO da Vidrala, resume o espírito do ano: “2025 testou a força da Vidrala e confirmou a solidez do nosso modelo num ciclo desfavorável. Entramos na próxima etapa com maior robustez e ambição. O melhor ainda está por vir.”
Melhor desempenho ambiental de sempre
O relatório destaca o melhor desempenho ambiental alcançado até à data. O fator de emissões diminuiu para 0,321 tCO₂/tvf, um dos valores mais baixos do setor, resultado de medidas orientadas para o reforço da circularidade, a descarbonização do mix energético e a melhoria da eficiência operacional.
A incorporação de materiais reciclados nos processos produtivos atingiu 55,4%, consolidando o modelo de negócio circular da empresa. Já a eletricidade proveniente de fontes renováveis subiu para 70%, impulsionada pelo investimento em produção própria e pela diversificação do mix energético.
Como consequência, as emissões calculadas pelo método market-based recuaram 3,6%, refletindo um cabaz energético mais limpo e ganhos operacionais. O consumo de água registou igualmente uma redução de 4%, fruto de novos investimentos e medidas de eficiência.
A Vidrala prevê triplicar a capacidade de produção renovável em regime de autoconsumo, alcançando 70 MWp distribuídos por até dez unidades até 2028.