A Avery Dennison anunciou o lançamento da série AD IdentiFresh, uma nova geração de inlays RFID desenvolvida para aplicações em produtos alimentares frescos, como carne, padaria, charcutaria e frutas e legumes.

A solução integra a plataforma Optica Food Solutions e tem como objetivo reforçar a visibilidade em tempo real ao longo da cadeia de abastecimento, permitindo uma gestão mais eficiente de stocks e contribuindo para a redução do desperdício alimentar no retalho.

A nova tecnologia foi concebida para responder a desafios específicos do setor alimentar, nomeadamente a leitura de etiquetas em ambientes de elevada humidade e em produtos empilhados, como acontece em vitrinas refrigeradas. O design da antena e a construção dos inlays foram otimizados para melhorar o desempenho de leitura nestas condições.

A série AD IdentiFresh utiliza circuitos integrados da gama M800 da Impinj e incorpora a atualização Gen2X, o que permite aumentar a velocidade e precisão na leitura dos dados. O formato compacto facilita a integração nos sistemas de etiquetagem já existentes, reduzindo a necessidade de alterações operacionais.

A tecnologia permite a identificação e rastreio de produtos frescos tanto ao nível dos fornecedores como nas lojas, com capacidade de aplicação em larga escala. Entre os benefícios apontados estão a automatização de processos, maior controlo de inventário e melhoria da disponibilidade de produtos dentro do prazo de validade.

Mathieu De Backer, vice-presidente de inovação em etiquetas inteligentes da Avery Dennison, refere que a solução “permite uma utilização mais fiável da tecnologia RFID para digitalizar e automatizar a gestão de produtos frescos, desde a produção até ao ponto de venda”.

George Dyche, vice-presidente da Impinj, destaca o impacto na redução de desperdício: “Todos beneficiam quando os alimentos são vendidos antes de expirar nas prateleiras. Melhorar a precisão do inventário e a velocidade de leitura ajuda a reduzir custos e desperdício.”

O lançamento surge num contexto de crescente pressão sobre o setor para melhorar a eficiência e reduzir perdas. Um estudo encomendado pela Avery Dennison, com base em respostas de 3.500 profissionais do retalho alimentar e da cadeia de abastecimento, indica que as categorias mais críticas em termos de desperdício são a carne (50%), os produtos frescos (45%) e os produtos de padaria (28%). Mais de metade dos inquiridos (51%) identifica a gestão de inventário e o excesso de stock como fatores determinantes.

O mesmo estudo estima que o custo económico global do desperdício alimentar na cadeia de abastecimento possa atingir 540 mil milhões de dólares até 2026.