A The Navigator Company vai reunir, no próximo dia 21 de maio, investigadores, especialistas, responsáveis públicos e profissionais do setor florestal para debater os novos desafios associados aos incêndios rurais extremos e a necessidade de construir territórios mais resilientes e melhor geridos.

A iniciativa decorre no CAE – Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, no âmbito do Encontro do Clube Produtores Florestais (CPF), e contará com a participação do ministro da Administração Interna, Luís Neves, do presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, José Ribau Esteves, e do líder da Estrutura de Missão para as zonas afetadas pela depressão Kristin, Paulo Fernandes.

Promovido pela Navigator, o encontro, subordinado ao tema “Incêndios Florestais: O Fogo Está a Mudar – E Nós? Ciência, Território e Gestão na Construção de Novas Paisagens”, surge na continuidade do trabalho desenvolvido na última edição da revista My Planet, que reuniu 40 especialistas para analisar a evolução dos incêndios e os seus impactos.

O evento irá juntar representantes da academia, proteção civil, administração pública e setor florestal para discutir temas como prevenção e combate aos incêndios, recuperação de áreas afetadas e o papel da tecnologia e da inteligência artificial na previsão do comportamento do fogo.

O programa integra intervenções dedicadas ao planeamento e gestão do território, aos impactos dos incêndios na fileira do papel e à recuperação de regiões afetadas por fenómenos extremos, bem como mesas-redondas sobre os “Novos Retratos do Fogo” e os desafios do período pós-incêndio.

Tempestade Kristin aumentou riscos no território

A iniciativa realiza-se num contexto particularmente desafiante para o setor florestal, marcado pelos impactos da tempestade Kristin, que afetou sobretudo a região Centro do país.

Entre os principais riscos identificados estão o aumento significativo de material lenhoso derrubado, que potencia a carga combustível e o perigo de incêndio, a maior vulnerabilidade das árvores a pragas e doenças, a degradação dos solos e os constrangimentos nas operações de acesso, limpeza e recuperação das áreas atingidas.

Perante este cenário, a Navigator anunciou um conjunto de medidas extraordinárias de apoio aos produtores afetados, através do Clube Produtores Florestais, com o objetivo de reduzir impactos económicos e acelerar a recuperação dos territórios.

Entre as medidas previstas estão mecanismos para evitar a desvalorização da madeira afetada pela tempestade ao longo da cadeia de fornecimento, bem como apoio financeiro através da parceria com o Crédito Agrícola, facilitando o acesso a linhas do Banco Português de Fomento e a moratórias em financiamentos existentes.

Paralelamente, a parceria com a AGROGES assegura apoio técnico na identificação de prejuízos e no acesso a instrumentos públicos de apoio.

No plano florestal, a empresa disponibiliza ainda apoio através dos Viveiros Aliança, do programa Winwood e do programa Premium, que garante acompanhamento técnico gratuito aos proprietários.

As medidas destinam-se aos produtores afetados e aos cerca de 900 associados do Clube Produtores Florestais Navigator.