A The Navigator Company lançou a gCELL, uma nova marca dedicada ao seu negócio de pasta. Com a criação da gCELL, a Navigator passa a reunir sob uma única marca o seu portefólio de pasta à base de Eucalyptus globulus, uma fibra que está na origem do desenvolvimento industrial da empresa e que continua a sustentar a sua posição como maior produtor europeu de pasta de eucalipto, com uma capacidade anual de 1,6 milhões de toneladas.

O lançamento da nova identidade surge numa altura em que a Navigator procura reforçar a sua presença em segmentos de maior valor acrescentado, alargando a notoriedade do negócio de pasta para além do setor tradicional dos papéis de impressão e escrita.

Uma história iniciada há sete décadas

A origem da nova marca está intimamente ligada a um dos marcos mais relevantes da indústria papeleira portuguesa.

Em 1956, na fábrica de Cacia, em Aveiro, uma equipa da então Companhia Portuguesa de Celulose realizou, pela primeira vez a nível mundial, a produção industrial de pasta branqueada kraft a partir de Eucalyptus globulus.

Conhecido internamente como Projeto TE24, o desenvolvimento confirmou o potencial industrial da fibra de eucalipto e abriu caminho à produção em larga escala de pasta kraft e ao desenvolvimento de papéis produzidos integralmente com fibra de eucalipto.

Ao longo das décadas seguintes, a versatilidade desta matéria-prima permitiu expandir a sua utilização para segmentos como tissue, papéis decorativos, papéis especiais, embalagens e, mais recentemente, soluções de celulose moldada.

Quatro pilares para uma nova identidade

Segundo a Navigator, a gCELL assenta em quatro pilares estratégicos: inovação e legado, credibilidade e fiabilidade, versatilidade e sustentabilidade.

A empresa considera que estes atributos resultam da combinação entre décadas de experiência industrial, controlo integrado da cadeia de produção, desempenho da fibra de Eucalyptus globulus e uma estratégia centrada na utilização eficiente dos recursos naturais.

O nome da marca procura refletir esta ligação. A letra "g" remete para globulus, enquanto "CELL" faz referência simultaneamente à célula, enquanto unidade fundamental da vida, e à celulose, matéria-prima que está na base de múltiplas aplicações industriais.

“A gCELL representa uma evolução natural do nosso negócio de pasta”, afirma João Escobar Henriques, Global Pulp Sales Director da The Navigator Company.

“Ao criarmos uma marca dedicada, estamos a reforçar o valor único da nossa fibra e a estreitar a nossa ligação com os clientes. A gCELL é mais do que um nome — reflete o nosso compromisso em disponibilizar soluções sustentáveis de elevado desempenho, que contribuem para a otimização dos processos e para a melhoria da qualidade do produto final”, acrescenta.

Aplicações diversificadas e desempenho técnico

O portefólio gCELL destina-se a um conjunto alargado de aplicações, incluindo papéis de impressão e escrita, tissue, papéis de embalagem, papéis decorativos e papéis especiais.

Segundo a Navigator, as características da fibra de Eucalyptus globulus permitem alcançar elevados níveis de resistência, estabilidade dimensional, opacidade, brancura e suavidade, bem como baixos níveis de poeira e boas propriedades de impressão e transformação.

A empresa destaca ainda que o controlo integrado das operações, desde a gestão florestal até à produção industrial, constitui um dos fatores que contribuem para a consistência da qualidade da pasta fornecida aos clientes.

Sustentabilidade no centro da estratégia

A sustentabilidade assume um papel central no posicionamento da nova marca. A Navigator refere que a fibra utilizada na produção da pasta provém de florestas geridas de forma sustentável e certificadas por sistemas internacionalmente reconhecidos, incluindo FSC® e PEFC.

A empresa sublinha igualmente que a utilização de Eucalyptus globulus permite obter elevados rendimentos de fibra, reduzindo a quantidade de madeira necessária para produzir a mesma quantidade de produto final quando comparada com outras espécies utilizadas na indústria.

A estratégia ambiental da Navigator inclui ainda o objetivo de reduzir em 86% as emissões diretas de dióxido de carbono dos seus complexos industriais até 2035, tendo como referência os valores registados em 2018.