As empresas, universidades, startups, associações e outras entidades nacionais ou estrangeiras interessadas podem candidatar-se ao financiamento de estudos e projetos de investigação e desenvolvimento na área das embalagens e dos resíduos de embalagens.

A Sociedade Ponto Verde (SPV) lançou uma plataforma digital para centralizar as candidaturas, que podem ser submetidas em permanência e devem prever aplicação dos resultados em Portugal.

O programa abrange projetos relacionados com ecodesign, análise do ciclo de vida, desenvolvimento e teste de novas embalagens, materiais alternativos, incorporação de matérias-primas recicladas, novos modelos de negócio e soluções para a reciclagem de embalagens.

Podem apresentar propostas empreendedores individuais, empresas públicas ou privadas, incluindo startups, universidades, instituições do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, associações e organizações não governamentais.

As entidades não têm de estar sedeadas em Portugal, mas as atividades de investigação e desenvolvimento propostas devem ter aplicação em território nacional.

Plataforma centraliza candidaturas e acompanhamento

A nova plataforma permite consultar num único espaço as candidaturas e os projetos apresentados, partilhar o acesso entre vários utilizadores da mesma entidade e comunicar diretamente com a equipa da SPV.

O sistema está disponível em português e deverá passar a incluir uma versão em inglês. Segundo a entidade, a digitalização pretende simplificar e automatizar um processo de candidatura que decorre de forma contínua, sem períodos específicos de abertura e encerramento.

Além do cofinanciamento, os projetos selecionados podem receber apoio técnico da SPV e estabelecer ligações com outras organizações do seu ecossistema de inovação.

Mais de seis milhões aplicados em 69 projetos

Através deste programa, a Sociedade Ponto Verde afirma ter investido mais de seis milhões de euros em 69 projetos de investigação, desenvolvimento e inovação.

Considerando os diferentes instrumentos de apoio disponibilizados desde o início da sua atividade, em 1996, a entidade contabiliza um investimento acumulado de 19,4 milhões de euros em mais de 120 estudos e projetos, que envolveram mais de 150 organizações.

“Inovar desde o momento em que se pensam as embalagens, de forma a diminuir a geração de resíduos, até à sua valorização em fim de vida, após a recolha dos ecopontos, exige inovação contínua e colaboração entre diferentes entidades deste ecossistema”, afirmou Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde.

A responsável defendeu que a cooperação entre empresas, entidades científicas e outras organizações é necessária para desenvolver soluções que contribuam para o cumprimento das metas de reciclagem de embalagens.

“É por acreditarmos neste esforço coletivo que a SPV mantém o seu investimento neste programa. Estamos certos de que a nova plataforma representa um importante avanço na simplificação e otimização dos processos, tornando-os mais acessíveis e permitindo atrair e apoiar um maior número de projetos que contribuam de forma concreta para a concretização dos objetivos definidos”, acrescentou Ana Trigo Morais.

A iniciativa surge num contexto de reforço das metas ambientais aplicáveis às embalagens. Em 2026, Portugal deverá assegurar a recolha seletiva de 65% das embalagens colocadas no mercado, de acordo com a informação divulgada pela SPV.