A FedEx anunciou o lançamento de um novo sistema de embalagens reutilizáveis destinado a clientes empresariais, desenvolvido em parceria com a Returnity.
A solução foi concebida para reduzir custos operacionais e simplificar processos logísticos em ambientes B2B.
O projeto inclui uma caixa reutilizável com design específico para a FedEx, criada para permitir a substituição de embalagens de cartão por um formato durável e compatível com a infraestrutura logística existente, sem taxas adicionais de manuseamento.
“Em colaboração com a Returnity, criámos a primeira solução escalável de caixas reutilizáveis para clientes B2B, especialmente útil para os nossos expedidores de têxteis”, afirmou Neil Gibson, vice‑presidente sénior de experiência global do cliente da FedEx. “Ao combinar a embalagem resistente e fácil de integrar da Returnity com a nossa rede global, ajudamos os retalhistas a obter poupanças significativas e a reduzir o impacto ambiental, sem comprometer velocidade ou fiabilidade. Esta solução apoia a nossa visão de tornar as cadeias de abastecimento mais inteligentes para todos.”
“A FedEx fez com que a reutilização fizesse sentido ao construir o modelo de negócio, fazer o trabalho e criar um exemplo de como a logística circular pode funcionar em escala”, acrescentou Mike Newman, CEO da Returnity.
Embora a utilização de embalagens reutilizáveis não seja nova, a sua integração em redes tradicionais de encomendas tem sido limitada por custos, complexidade e incompatibilidade com sistemas existentes. A nova caixa foi desenvolvida para ultrapassar estas barreiras, oferecendo um contentor resistente, dobrável e compatível com processos automatizados.
A solução foi pensada para ambientes de circuito fechado, como centros de distribuição internos, reposição de lojas ou operações de assistência técnica, onde o retorno das embalagens é controlado. Cada caixa suporta até 50 ciclos de envio e cargas até 50 libras (cerca de 22,7 kg). Segundo a FedEx, o formato pode reduzir os custos de embalagem até 30% por ciclo e diminuir as emissões de carbono entre 64% e 88% face às embalagens descartáveis, considerando taxas de não retorno iguais ou inferiores a 40%.
O sistema foi testado com vários expedidores B2B na América do Norte, em cenários reais de retalho e distribuição, incluindo reposição de lojas, transferências internas e logística inversa. Durante o piloto, as empresas reportaram processos de desembalagem e reposição mais rápidos, maior eficiência laboral, melhor organização de armazém e redução de danos nos produtos.