A Amcor defende que os produtores de bebidas devem reavaliar as soluções de fecho utilizadas nas embalagens, perante a expansão dos sistemas de reutilização e devolução associados ao novo enquadramento europeu para embalagens e resíduos de embalagens.

Segundo a empresa, o Regulamento Europeu relativo a Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR) estabelece metas de reutilização para o setor das bebidas. Entre elas está a disponibilização de 10% das bebidas alcoólicas e não alcoólicas em embalagens reutilizáveis, integradas num sistema de reutilização, até 1 de janeiro de 2030. A meta deverá subir para 40% em 2040.

Em paralelo, os sistemas de depósito e reembolso, conhecidos como DRS, estão a ser introduzidos ou alargados em vários mercados. Estes sistemas aplicam um valor de depósito à embalagem, reembolsado ao consumidor quando o recipiente vazio é devolvido num ponto de recolha, procurando aumentar as taxas de retorno e melhorar a qualidade dos materiais recuperados.

Para as marcas que avancem para modelos de reutilização, as exigências funcionais das embalagens alteram-se. Os recipientes reutilizáveis estão sujeitos a ciclos repetidos de enchimento, lavagem, transporte e manuseamento, incluindo contacto com produtos químicos de limpeza e variações de temperatura. Estes fatores podem aumentar o desgaste em zonas críticas da embalagem e exigir um desempenho de selagem consistente ao longo de várias utilizações.

O PPWR está a acelerar a transição para sistemas de reutilização, e isso tem implicações concretas nas escolhas de embalagem. A Amcor apoia os seus clientes com soluções de fecho para garrafas reutilizáveis de PET e vidro, bem como com conhecimento técnico, para os ajudar a preparar-se para os sistemas de depósito e para as exigências operacionais da reutilização”, afirmou Uli Kobert, Product Line Director da Amcor.

A empresa refere que a escolha dos fechos deverá ser considerada em conjunto com o tipo de recipiente, o número previsto de ciclos de reutilização e os processos de lavagem e enchimento. A resistência dos materiais, a manutenção da vedação e a compatibilidade com as operações de recolha e retorno passam a assumir maior importância à medida que os sistemas reutilizáveis se expandem.